RENAN MARCEL
DO REPÓRTER MT
O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 1ª Vara Criminal, revogou a prisão preventiva de Rodrigo Moreira de Figueiredo, assessor de gabinete de um juiz de Cuiabá, que foi alvo da Operação Doce Amargo 3. Agora, Rodrigo deve aguardar em liberdade o término da perícia técnica no celular que foi apreendido pela Polícia Civil.
"Verificou-se que o requerente possui condições favoráveis, conforme informações da defesa, e não responde a nenhum inquérito policial ou processo criminal em tramitação", justificou Alexandre Ferreira.
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Rodrigo é acusado de ser fornecedor do traficante identificado como Fabiano Saffe, com quem tinha amizade em rede social. Conforme a decisão, Rodrigo terá que cumprir medidas cautelares previstas no Código Penal. O magistrado diz que o descumprimento pode levar a nova prisão preventiva.
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"Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do requerente, foram apreendidos seu aparelho celular e seu veículo, não sendo encontrada em sua posse qualquer substância ilícita. Embora esteja sendo investigado pelo crime de associação para o tráfico de drogas, verifica-se que a situação do requerente requer aprofundamento nas investigações", argumenta o juiz, que destacou a necessidade de mais provas sobre a relação de Rodrigo com Fabiano Saffe.
Entre as medidas estão informar telefone profissional e pessoal, whatsapp e telefone de contato; comparecer a todos os atos processuais a que forem intimados; não se ausentar da comarca onde reside sem ordem judicial e declinar o endereço atualizado; não manter qualquer espécie de contato ou estabelecer qualquer relação com os investigados, as vítimas e as testemunhas do processo e do fato; e não portar armas de fogo, armas brancas, instrumentos perfuro cortantes ou contundentes. Não foi imposto o uso de tornozeleira eletrônica.
O magistrado também concedeu liberdade a outras três pessoas envolvidas no caso. Outros quatro pedidos de revogação, que já haviam recebido parecer do Ministério Público do Estado (MPE), foram negados pelo juiz. Durante a operação, foram cumpridos 151 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisões preventivas, 54 mandados de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas.















Paulo 09/03/2024
Esse é o Brasil do contraditório.
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