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09 de Março de 2024, 11h:19 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO DOCE AMARGO

Justiça manda soltar assessor do TJ que foi preso por traficar drogas

Rodrigo terá que cumprir medidas cautelares como não manter qualquer espécie de contato ou estabelecer qualquer relação com os investigados

Reprodução

Servidor do TJ Rodrigo Moreira de Figueiredo

RENAN MARCEL
DO REPÓRTER MT



O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 1ª Vara Criminal, revogou a prisão preventiva de Rodrigo Moreira de Figueiredo, assessor de gabinete de um juiz de Cuiabá, que foi alvo da Operação Doce Amargo 3. Agora, Rodrigo deve aguardar em liberdade o término da perícia técnica no celular que foi apreendido pela Polícia Civil.

"Verificou-se que o requerente possui condições favoráveis, conforme informações da defesa, e não responde a nenhum inquérito policial ou processo criminal em tramitação", justificou Alexandre Ferreira.

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Rodrigo é acusado de ser fornecedor do traficante identificado como Fabiano Saffe, com quem tinha amizade em rede social. Conforme a decisão, Rodrigo terá que cumprir medidas cautelares previstas no Código Penal. O magistrado diz que o descumprimento pode levar a nova prisão preventiva.

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"Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do requerente, foram apreendidos seu aparelho celular e seu veículo, não sendo encontrada em sua posse qualquer substância ilícita. Embora esteja sendo investigado pelo crime de associação para o tráfico de drogas, verifica-se que a situação do requerente requer aprofundamento nas investigações", argumenta o juiz, que destacou a necessidade de mais provas sobre a relação de Rodrigo com Fabiano Saffe.

Entre as medidas estão informar telefone profissional e pessoal, whatsapp e telefone de contato; comparecer a todos os atos processuais a que forem intimados; não se ausentar da comarca onde reside sem ordem judicial e declinar o endereço atualizado; não manter qualquer espécie de contato ou estabelecer qualquer relação com os investigados, as vítimas e as testemunhas do processo e do fato; e não portar armas de fogo, armas brancas, instrumentos perfuro cortantes ou contundentes. Não foi imposto o uso de tornozeleira eletrônica.

O magistrado também concedeu liberdade a outras três pessoas envolvidas no caso. Outros quatro pedidos de revogação, que já haviam recebido parecer do Ministério Público do Estado (MPE), foram negados pelo juiz. Durante a operação, foram cumpridos 151 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisões preventivas, 54 mandados de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas.

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Paulo 09/03/2024

Esse é o Brasil do contraditório.

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