Cuiabá, 12 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
12 de Outubro de 2026

20 de Janeiro de 2026, 17h:17 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO DÈJA VÚ

Fraude na Procuradoria de Cuiabá causou rombo de R$ 2,7 milhões

Grupo invadia sistema da Prefeitura para quitar débitos de forma ilegal

Reprodução

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava credenciais de acesso de procuradores e servidores para invadir o sistema GATweb

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava credenciais de acesso de procuradores e servidores para invadir o sistema GATweb

GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O suposto esquema de fraudes na Procuradoria-Geral de Cuiabá, investigado na Operação Déjà Vu, deflagrada hoje (20) pela Polícia Civil, teria causado um prejuízo de R$ 2.707.158,29 aos cofres públicos municipais. De acordo com a decisão da juíza Henriqueta Fernanda Lima, do Núcleo do Juiz das Garantias, o grupo realizou cerca de 133.430 cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs) entre novembro de 2024 e janeiro de 2025.

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava credenciais de acesso de procuradores e servidores para invadir o sistema GATweb, plataforma de gestão da dívida tributária da Capital. O ex-servidor Jefferson Antônio da Silva é apontado como o articulador do esquema, sendo o responsável por captar contribuintes interessados na quitação irregular de débitos. Jefferson está foragido.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Leia mais - Polícia prende dois em operação que apura corrupção e fraude em sistema da Prefeitura de Cuiabá

Outros dois ex-servidores foram presos preventivamente: Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira. Segundo a Polícia Civil, Adriano era responsável por obter senhas de forma ilícita, chegando a oferecer R$ 30 mil a um servidor em troca do login de um procurador, enquanto Matheus realizava as operações ilegais no sistema para "limpar" os nomes dos devedores.

Mesmo após ser exonerado, Jefferson teria continuado a operar o esquema criminoso.

“Há elementos indicativos de que Jefferson, mesmo após sua exoneração, prosseguiu na empreitada criminosa, mantendo contatos com contribuintes e despachantes”, diz trecho da decisão judicial que o teve acesso.

Operação

Ao todo, a Operação Déjà Vu cumpriu 43 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e o bloqueio de R$ 491.450,45. Os investigados devem responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção e associação criminosa.

Comente esta notícia