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04 de Dezembro de 2016, 10h:48 - A | A

POLÍCIA / NOVO CANGAÇO

Assaltante de banco que fugiu de Mato Grosso é preso em Goiás

O criminoso era investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e já tinha dois mandados de prisão em aberto.

DA REDAÇÃO



O assaltante de banco Laurêncio Francisco da Silva, 48, conhecido como “Veio Lourenço”, que é condenado a 38 anos de prisão pela Justiça de Mato Grosso e estava foragido, foi preso pela Polícia Militar do Estado de Goiás, na última quinta-feira (1), na cidade de Goiânia.

O criminoso era investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que encaminhou dois mandados de prisão para cumprimento em Goiás contra Laurêncio, autor de vários roubos em cidades mato-grossense e em outros estados.

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O criminoso, que afirma trabalhar como mecânico, foi preso por uma equipe do Serviço de Inteligência do 28º Batalhão da Polícia Militar. Com ele foram encontradas armas de fogo e munições de grosso calibre, além de materiais para ações criminosas. 

Procurado pelas polícias dos Estados do Alagoas, Goiás, Rondônia, Pará, Amazonas e Mato Grosso, Laurêncio é atuante em assaltos a banco, na modalidade “novo cangaço”, explosões a caixas eletrônicos e também sequestro.

 

Divulgação

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Pronto para outro assalto

A prisão de Laurêncio decorreu de denúncia, que informava sobre bandidos que estavam na cidade de Anápolis (GO), planejando explodir uma agência bancária da Caixa Econômica Federal (CEF), na localidade do município de Silvânia (GO).   

Os policiais iniciaram monitoramento e acabaram surpreendendo o bandido na cidade de Goiânia, quando ele se encontrava com dois homens em uma praça de alimentação de um hipermercado.

Laurêncio e os comparsas Edvan Esteves, 43, e Thiago Henrique Souza Silva, 28, conhecido como "Cavalo", foram detidos e, na ocasião, apresentaram documentos falsos. Mas, no decorrer dos questionamentos, caíram em contradição e decidiram revelar que estavam usando documentos falsos por que eram foragidos da Justiça.

A partir daí, os policiais realizaram diligências complementares e chegaram até uma casa ocupada pelo bando, no bairro Cardoso, em Aparecida de Goiânia. No local, foram encontrados farto armamento de uso restrito, comumente utilizados por quadrilhas que agem na modalidade “Novo Cangaço”.

 

Apreensões

Foram apreendidos um fuzil calibre 556 com seis carregadores e 180 munições intactas, uma espingarda de repetição calibre 12 e mais 154 munições intactas, duas emulsões explosivas, ambas prontas para serem utilizadas; luvas, balaclava, redes de selva e materiais para acampamento e sobrevivência.

Os bandidos foram encaminhados à Sede da Polícia Federal de Goiânia (GO) e autuados em flagrante nos crimes de associação criminosa, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, munições e explosivos de uso proibidos.

Divulgação

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Histórico criminal

Em 2003, Laurêncio participou do sequestro de um empresário em Cuiabá, e pelo crime também foi condenado pela Justiça a cumprir vários anos de prisão em regime fechado.

Ele também já foi autuado em flagrante pelo GCCO por roubo de defensivos agrícolas. Na ocasião, teve cumprido um mandado de prisão pelo crime de homicídio praticado em Goiás.

Inúmeras vezes investigado pelo GCCO, em 2004, Laurêncio participou do assalto a banco na modalidade “Novo Cangaço”, quando uma quadrilha fortemente armada levou pânico a cidade de Poconé, em fevereiro daquele ano.

Posteriormente, com o andamento das investigações, Laurêncio foi preso pelo roubo, tendo sido sentenciado a 38 anos de prisão pelo assalto, pelo qual estava com mandado de prisão decretado pela comarca de Poconé.

Mais recentemente, o bandido foi preso no estado de Rondônia e autuado em flagrante por participação em arrombamentos a caixas eletrônicos com uso de explosivos. Ele também integrou um grupo criminoso que fez arrombamentos de terminais de autoatendimento no Amazonas.

Laurêncio tem ainda envolvimento em crime de roubo a banco praticado no estado do Pará e outros cometidos em Mato Grosso.

 

O criminoso registra antecedentes criminais por roubo qualificado, extorsão mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido, furto, receptação, formação de quadrilha, associação criminosa, posse e porte de artefatos explosivos, entre outros. Eles responde processo criminal nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Campo Verde, São José do Rio Claro, além dos estados de Rondônia, Amazonas, Goiás, Pará e  Alagoas.

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