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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2017, 16h:00

Preso é encontrado morto em cadeia de VG

O corpo do preso foi encontrado pelos agentes prisionais. O caso é semelhante a outros três que ocorreram em quatro meses.

CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO

RepórterMT/Reprodução.

O detento foi encontrado com sinais de estrangulamento.

O presidiário Éder Lara de Souza, de 24 anos, foi encontrado morto na cela em que estava detido, no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, na região do Capão Grande, na tarde desta quinta-feira (12).

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), o corpo do preso foi encontrado pelos agentes prisionais.

O corpo de Éder tinha sinais de estrangulamento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi ao local e constatou a morte do preso.

Equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local e coletou dados. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de necropsia que vai identificar a causa da morte.

Uma equipe da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve na unidade para colher as primeiras informações e investigar o caso.

Ele estava preso desde abril de 2012 por roubo qualificado.

Será aberto também um procedimento administrativo interno.

Outros homicídios

Este é o terceiro caso em quatro meses, de morte registrada dentro de presídio em Mato Grosso.

O último caso foi registrado no dia 2 de agosto, quando agentes prisionais encontraram o corpo de Eulle Gonçalves da Silva, de 18 anos, dentro do banheiro do refeitório da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

O preso foi encontrado com sinal de enforcamento.

À época, Eulle cumpria pena em regime fechado pelo crime de roubo e estava preso na unidade prisional há menos de 15 dias.

O segundo caso, ocorreu no dia 23 de julho, quando o corpo do detento Amaro Manoel dos Santos Neto, de 24 anos, natural de Maceió (AL), foi encontrado enforcado no Raio 5 da unidade, dominada por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Quatro presos do mesmo raio foram considerados culpados pelo crime, mas Welber Jackson da Silva, 34, o "Elbinho" assumiu a autoria. Segundo ele, porque a vítima teria mexido com sua companheira. O assassino é integrante do Comando Vermelho.

O detento descobriu que Amaro pertencia à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), rival do CV. O próprio assassino gravou a execução e disse que era aquilo que se faz com quem pertence ao PCC.

Tentativa de homicídio

No dia 22 de setembro o detento identificado por Renato, sofreu graves queimaduras pelo corpo, durante uma briga na Cadeia Pública de Barra do Garças (521 km da Capital), onde ele foi atacado com água quente por membros da fação Comando Vermelho (CV) que estariam se vingando do homem, por ele não ter cumprido ordens do grupo. 

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