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Sexta-feira, 05 de Agosto de 2022, 06h:08

Ciência para o campo

Reprodução

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

Artigo de Elio Gaspari, em jornal de circulação nacional, falou sobre o Instituto Mato Grosso de Tecnologia de Alimentos. Um lugar de estudos para levar mais ciência para o campo.

Não se sabe se o assunto vai prosperar ou não. Mas, se isso ocorrer, seria algo importante para o futuro do agronegócio e a economia do estado. .

No Brasil temos a Luiz de Queiroz da USP e estudos nessa direção também na Unicamp. Por que não ter um lugar de estudos desses também no estado maior produtor agropecuário do país?

É a ciência que faz a coisa andar. São estudos sérios e comprovados que podem impulsionar ainda mais o setor do agro. Um instituto desses serviria não somente para MT, mas para todo Centro Oeste e Norte do país. Com estudos direcionados para esses biomas.

Lá pelo inicio da década de 1970, MT recebia milhares de pessoas do sul do país. Havia problemas sociais e demográficos naquelas localidades e o regime militar tinha receio de alguma explosão social. Aproveitou o vazio demográfico daqui do estado e vieram os sulistas com seus conhecimentos agrícolas.

Mas, no início, a coisa não andou. Terra diferente daquela que vieram. A produção no campo não deslanchava. Daqui a pouco se descobre, através da ciência, a semente adequada para soja no cerrado. Foi uma explosão na produção.

Tão grande que espantou os norte-americanos que vinham aqui aos montes saber o que estava ocorrendo num lugar tão distante e que podia competir com a produção de soja deles por hectare. Fora a ciência que levara àquilo.

Se não tivesse a semente adequada para a terra daqui nada do que se vê no campo seria do tamanho que é hoje.

Voltando ao Instituto de Tecnologia de Alimentos. Ele acontecendo, se teria estudos constantes para essa região. Os professores, especialistas em suas áreas de conhecimentos, teriam que ter qualidade para ajudar nessa empreitada. Deveriam ter meios e incentivos especiais do agro local para financiar constantes pesquisas no Instituto. Um percentual determinado e seguro ajudaria as pesquisas para o setor.

No geral o pessoal do agro não tem muita proximidade com universidades públicas. Também parte dos profissionais dessas universidades tem um olhar estranho sobre o agronegócio.

Parcela da comunidade acredita que se deve investir recurso em pesquisa que ajude mais o social, não o outro lado da cerca. Essa diferença de ponto de vista colocam os dois lados longe um do outro.

Num Instituto especifico para o campo professores e dirigentes seriam completamente voltados para esse setor. Não haveria olhar enviesado.

Essa proposta teria que prosperar. Ser a mais séria possível e dentro das normas, não somente nacional, mas internacional de estudos e pesquisa no campo. Buscar ligações com o exterior será fundamental também. Uma visita a universidades americanas que trabalham nessa área seria recomendável.

Fica a torcida para que esse Instituto prospere e seja uma realidade no estado.

Alfredo da Mota Menezes é analista político.