Cuiabá, 08 de Fevereiro de 2023
logo

05 de Janeiro de 2023, 15h:09 - A | A

GERAL / VEJA O DOCUMENTO

Em carta, cacique pede perdão a Lula e Alexandre de Moraes por ‘declarações exageradas’

Serere Xavante divulgou carta nesta quinta-feira e disse que se “equivocou ao defender que houve fraude nas urnas eletrônicas durante as eleições presidenciais”.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT



José Acácio Serere Xavante, conhecido como Serere Xavante, assinou uma carta na prisão, sob orientação de seus advogados, nesta quinta-feira (05), pedindo perdão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ataques a ambos (veja no final).

Serere Xavante foi preso no último dia 12 de dezembro por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por atos de vandalismo na capital federal. O cacique chegou a declarar, em vídeo, que "arrancaria Moraes pelo pescoço".

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

No documento, Serere Xavante pediu desculpas ‘ao povo brasileiro por eventuais declarações exageradas’. “Peço, humildemente, desculpas ao povo brasileiro por eventuais declarações exageradas que fiz, ao criticar o sistema eleitoral brasileiro. Da mesma forma, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal; ao Tribunal Superior Eleitoral; ao presidente irmão Lula; ao irmão Alexandre; à minha familia; à minha querida tribo Xavante; e, aos meus amados irmãos da nossa Igreja", diz trecho.

Leia mais

Cacique de MT é preso e sede da PF vira caos

A nota foi divulgada após a esposa do cacique gravar um vídeo, dizendo que ele havia sofrido uma parada cardíaca no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A informação foi desmentida pela Diretoria de Inteligência Penitenciária (DIP), que afirmou que o indígena "está em perfeitas condições de saúde".

Na carta supostamente escrita por ele, Serere também afirmou que se equivocou ao defender que houve fraude nas urnas eletrônicas durante as eleições presidenciais.

“Na verdade, não há nenhum indício concreto que aponte para o risco de distorção no resultado as urnas ou na vontade do eleitor brasileiro”, disse.

"Defendi a tese da suposta fraude, com base em informações erradas, que me foram fornecidas por terceiros, que, agora, olhando para trás, vejo que estavam inteiramente desvinculadas da realidade", completou.

Prisão

Serere Xavante está preso desde o dia 12 de dezembro por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O cacique teria convocado pessoas armadas para impedir a diplomação de Lula (PT), porque aponta que houve fraude na eleição.

Ele passou por audiência de custódia no dia 13 e o STF manteve sua prisão. Serere teve a manutenção da detenção e segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal desde então.

Índios protestaram contra a detenção na noite do Natal (25) e tentaram invadir a sede do Supremo. Apesar de terem chegado até a marquise do prédio, eles não conseguiram entrar no edifício. Pelo menos dez pessoas foram detidas com estilingues, bolinhas de gude, facas e rádios transmissores.

Reprodução

carta serere xavante

 

Comente esta notícia