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13 de Novembro de 2016, 08h:00 - A | A

GERAL / ELE NÃO TEM RINS

Desempregada, mãe pede cadeira de rodas e ajuda para tratamento de filho

Janete Pereira luta diariamente para sustentar quatro filhos e cuidar de Fernando, que necessita de atenção constante. Sem condições financeiras, ela pede doação de cadeira de rodas, cadeira de banho, cama, colchões, fraldas e alimentos.

IZABELA FAUSTINO
DA REDAÇÃO



Desempregada, a doceira Janete Pereira, 44 anos, que há nove anos luta para conseguir sustentar quatro filhos menores de idade (8, 10 e 15 anos) e cuidar do filho Fernando Pereira, 28 anos, que faz tratamento de hemodiálise constante, já que não tem nenhum rim, sofre com a falta de estrutura para acomodar o filho doente na quitinete onde vivem. A família precisa de uma cadeira de rodas, uma cadeira de banho, uma cama de solteiro, dois colchões, fraldas geriátricas e alimentos, já que todos vivem apenas com a renda de auxílio doença de R$ 1,200. 

"Eu não posso doar, pois sou a única pessoa que meus filhos tem. Não posso ficar acamada por conta de uma cirurgia ou até mesmo ter a saúde fragilizada de alguma forma, preciso estar forte para eles", relata.

Com as complicações, Fernando já não consegue mais andar e por isso as cadeiras para locomoção e banho são essenciais para os cuidados diários do filho que precisa da mãe para todas as necessidades.

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Na casa, Janete teve que improvisar da forma que pode para cuidar do filho. A cama onde ele dorme está quebrada e ela está dormindo no chão porque não tem outro colchão disponível. O colchão do filho também já está se deteriorando.

O drama familiar começou quando fernando tinha apenas 14 anos e teve uma série de complicações renais que levaram a perda dos dois rins quando tinha 19 anos. Hoje, com 28 anos, ele faz hemodiálise três vezes por semana. Ele já sofreu três inícios de infarto, ficou internado recentemente, por conta de água no pulmão, além de uma série de problemas derivados de sua saúde frágil.

"Tem dias que não tem mistura igual hoje, só temos arroz e feijão, e é isso que ele come, assim como nós”, lamenta.

Vivendo esse drama familiar há nove anos, a maior tristeza de Janete é não poder doar um rim para seu filho. 

A família, que veio de Nova Maringará para conseguir fazer o tratamento na capital, hoje mora em uma quitinet pela qual pagam R$ 400 de aluguel. Para complementar a renda, Janete e a filha fazem doces por encomenda.

“Minha vida gira em torno dele. Minha filha de 15 anos é a que me ajuda com as coisas dele, ela teve até que parar de estudar para me ajudar, pois sozinha eu não consigo”, explica.

Janete explicou ao , que Fernando toma remédios controlados, além da alimentação que necessita ser balanceada, pois está abaixo do peso, porém não possui condições financeiras para suprir todas essas necessidades e as dificuldades em conseguir os alimentos são cada vez maiores.

RepórterMT

Fernando

Fernando durante o tratamento no CTR

 

A família recebe, esporadicamentem, a ajuda de alguns vizinhos e amigos, mas as doações não são suficientes “Ele se alimenta igualmente como os demais. Tem dias que não tem mistura igual hoje, só temos arroz e feijão, e é isso que ele come, assim como nós”, diz.

O rapaz necessita do serviço de transporte "Buscar", pois até agora ela só conta com o auxílio de voluntários que o levam para o tratamento de hemodiálise três vezes por semana. A solicitação do serviço já foi feita por Janete, mas como o processo é burocrático, a autorização ainda está em analise.

Quem tiver interesse em ajudar a família com doações pode entrar em contato pelo telefone (65) 99296-5447 ou no endereço da família na Rua: Arenapólis, N°590 Bairro: Jardim Renascer.

Os interessados podem fazer as doações pela conta poupança: 49299-5 - variação 13 - agência 1918. Banco Caixa Econômica, em nome de Janete Pereira Chagas.

 

 

 

 

 



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Eu 14/11/2016

Jesus ajude essa família e toque o coração daqueles que podem contribuir.

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