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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

11 de Maio de 2026, 16h:07 - A | A

CONEXÃO PODER / COGITADA POLITICAMENTE

Prestes a se aposentar, desembargadora Maria Erotides diz que não descarta candidatura à prefeita de Várzea Grande

Ela comentou sobre as especulações que posicionam seu nome como uma forte candidata à Prefeitura de Várzea Grande.

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



A desembargadora Maria Erotides Kneip prepara-se para deixar a toga no próximo mês de junho. Com 15 anos como desembargadora e 41 anos de carreira jurídica, ela comentou sobre as especulações que posicionam seu nome como uma forte candidata à Prefeitura de Várzea Grande.

"Eu sempre me coloco à disposição de Deus. Deus preside as minhas ações e sempre presidiu. O Senhor sabe daquilo que eu posso fazer e aonde eu posso colocar minha vida a serviço. Eu penso que eu só vou viver enquanto eu tiver servindo porque imaginar uma inércia para mim, vida é movimento" , declarou.

Em entrevista ao Conexão Poder, a desembargadora ressaltou que não descarta a vida pública eletiva.

"Não descarto. Não descarto, não. Se eu descartasse eu não estaria falando a verdade", afirmou. 

Embora considere o desgaste natural das quatro décadas de dedicação ao Direito, ressaltando que "o juiz é sempre muito sozinho"  em suas decisões na madrugada, Kneip estabeleceu uma condição clara para migrar para a política: a continuidade da luta contra a violência doméstica.

"Se eu puder ajudar mulheres a não serem mortas pelo fato de serem mulheres na política, eu faria. Eu optaria sim, mas eu queria com essa condição. Eu quero continuar trabalhando para que as mulheres não morram simplesmente porque são mulheres", ressaltou.

A desembargadora também demonstrou preocupação com o cenário que poderá enfrentar. Ela classificou a violência política de gênero no Brasil como "gravíssima" e destacou a necessidade de apoio às parlamentares que sofrem ataques em seus mandatos.

"Nós precisávamos de ter uma escola para que as mulheres se preparassem cada vez mais para a violência política, para que o exercício dos cargos políticos, da função política,  não fosse para elas mais nenhuma forma de violência", defendeu.

Além da política, a magistrada revelou que já estuda Direito Canônico para atuar em tribunais eclesiásticos no auxílio a mulheres em processos de nulidade matrimonial, reforçando que, independentemente do caminho escolhido, seu futuro após junho será pautado pelo serviço à sociedade.

Veja vídeo:

Veja entrevista na íntegra:

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Josi 12/05/2026

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