LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), Adenir Carruesco, usou as redes sociais para denunciar um episódio de racismo vivido em um supermercado no domingo (17). Em vídeo, a magistrada fez reflexões sobre as raízes do racismo e a subalternização velada do corpo preto, que, de forma subconsciente, ainda está internalizada em grande parte da sociedade brasileira.
No início do vídeo ela relata que havia feito uma caminhada e decidiu passar em um supermercado. No local, uma idosa insistia em perguntar onde ficavam determinados produtos, acreditando que a desembargadora trabalhava no estabelecimento.
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“Para ela, era lógico que eu trabalhava ali e que eu estava ali para servi-la. Mas essa senhora não cometeu nenhum ato racista. Ela agiu pela lógica, pela lógica que o senso comum brasileiro internalizou como natural do preto é o serviço”, pontuou a desembargadora.
A partir do episódio, a magistrada passou a refletir sobre como a sociedade ainda reproduz práticas racistas no cotidiano.
“A lógica diz: preto não ocupa espaços de poder. Preto não é juiz, não é desembargador. Os pretos não estão nos tribunais superiores, basta ver e a mulher negra menos ainda. Eu, desembargadora sem a toga, sou apenas mais um corpo preto que a população brasileira insiste em enxergar como serviçal”, acrescentou, em crítica direta à falta de representatividade.
Ela concluiu afirmando que essa “lógica” de enxergar pessoas negras sempre em posição de servidão precisa ser desconstruída, o que, segundo ela, passa pela ampliação da presença negra em espaços de poder.
“O problema não é aquela mulher no supermercado. É a lógica que ela sem saber reproduz. Uma lógica que precisa ser desmontada. Um domingo de cada vez”, finalizou.
Veja vídeo:










Ronaldo Alves 20/05/2026
Sem dizer muito, ela já deu uma aula!
augusto 19/05/2026
SOU PM FAZ 24 ANOS, TO GORDO .... PESSOAL ME PERGUNTA SE EU PULO MURRO OU CORRO ATRAS DE MELIANTE!!
Excesso 19/05/2026
Talvez não a cor mais o traje. Como dizia uma propaganda O HÁBITO QUE FAZ O MONGE. Nada de grave ilustre Desembargadora. A senhora vale pelo que é e representa na distribuição de justiça. Mas verdade que as pessoas de cor tem menos chance. Todos dever pensar na igualdade que vem do senhor.
Excesso 19/05/2026
Talvez não a cor mais o traje. Como dizia uma propaganda O HÁBITO QUE FAZ O MONGE. Nada de grave ilustre Desembargadora. A senhora vale pelo que é e representa na distribuição de justiça. Mas verdade que as pessoas de cor tem menos chance. Todos dever pensar na igualdade que vem do senhor.
Daniel 19/05/2026
Sou homem. Brasileiro. Comum. Cor parda. Já fui confundido várias vezes em supermercado. Acho que tenho cara de empacotador...hahaha. eu fiquei meio chateado na hora. Mas depois relaxei. No meu caso concluí: Ora, melhor me confundir com trabakhador do que com bandido. PS. Sou pós graduado. E concursado Tb como a douta magistrada. Mas isso não nos coloca em patamar acima de ninguém. Acho que civilidade se constrói na soma e na pluralidade. Não na hierarquização com base no crachá...
GRACIELE LEITE 19/05/2026
Triste e lamentavel, em pleno seculo XXI, ainda existe ser bocal, com pensamentos e atitudes insanas, e desumanas, Estas \"pessoas\" nao evoluiram em nada, repudio qualquer tipo de descriminacao, espero que meus netos vivam em uma sociedade melhor!!!!!
6 comentários